Uma iniciativa que era projeto piloto na cidade de São Paulo para combater o desperdício e promover o reaproveitamento dos alimentos que seriam descartados pelos feirantes, deu tão certo que agora o projeto será ampliado. A ideia é simples. Os alimentos que os feirantes não vendem (ou por cores diferentes, formas, ou não atraentes), eles jogavam fora, certo? Agora não mais devido uma iniciativa do poder público de SP.
A Prefeitura de São Paulo resolveu chamar para uma conversa esses empresários e lançou um projeto piloto chamado Programa Municipal de Combate ao Desperdício Econômico e Trabalho. De forma resumida, a cadeia do processo é a seguinte:
- Os alimentos que não servem para a comercialização, mas servem para o consumo, são triados para a iniciativa da Prefeitura;
- A Prefeitura por sua vez, tem uma lista de entidades cadastradas para receber essas doações de alimentos;
- A Prefeitura recolhe essas frutas, legumes e verduras para as entidades assistenciais ;
- A Prefeitura dá um selo de “Empresa Socialmente Responsável” aos empresários/empreendedores.
- Os empresários ostentarão esse selo e mostrarão para seus clientes que são empresas comprometidas com o combate ao desperdício e que doam o que não vendem para entidades que necessitam.
- Ao invés desses alimentos irem parar em lixões, vão parar na mesa de quem tem fome.
No projeto piloto, a Prefeitura de São Paulo contou com o apoio de dois mercados municipais e sete feiras livres. Nesse período de teste, 110 toneladas de alimentos foram doados às instituições. Agora, a Prefeitura irá ampliar o projeto para 100 feiras.
Os alimentos que não possuem valor comercial serão fornecidos a mais de 300 entidades assistenciais cadastradas junto ao sistema do Programa de Bancos de Alimentos (PBA). Com o decreto, o programa, ganha força e pode ser expandido para toda a cidade.
Mas quem faz essa triagem? Quem faz essa força tarefa? Como funciona? Bom, atualmente, 39 beneficiários do Programa Operação Trabalho (POT) são responsáveis pela coleta, transporte e triagem dos alimentos doados por feirantes e permissionários.
Além da bolsa-auxílio no valor de R$ 1.047,90 por 6 horas de trabalho de segunda a sexta-feira, os participantes recebem qualificação profissional para a manipulação de alimentos e normas da vigilância sanitária – ação que os capacita para atuar no setor alimentício, especialmente em restaurantes, mercados e feiras.
Essa iniciativa envolve muito bem o poder público em função do povo necessitado. Envolve os empresários e quem tem fome. Como já foi mostrado, o programa está sendo ampliado gradativamente.
Com essa iniciativa simples, faz com que quem tem fome, coma. Os alimentos que seriam eliminados, sejam aproveitados e o desperdício diminuído. A produção de lixo orgânico na cidade também cai. O que ajuda e muito a cidade.
Já está na hora de Manaus seguir o exemplo e o poder público participar de fato desse assunto. Causa indignação saber que, todos os dias, cerca de 90 toneladas de alimentos oriundos das feiras de Manaus vão para o lixo.
O desperdício de alimentos é uma questão mundial. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU), 30% de todo o alimento produzido no mundo vai parar no lixo.
São mais de 1,3 bilhão de toneladas de comida desperdiçados anualmente. Tudo o que é jogado fora seria suficiente para alimentar os 821 milhões de pessoas que passam fome no mundo, segundo a ONU.
Vamos mudar manaus? É preciso que se desenvolva uma política de aproveitamento dos alimentos e os homens públicos que aí estão parecem não se preocupar com essa situação. Infelizmente.