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Em Pequim é possível pagar o bilhete de metrô com garrafa PET

Em Pequim é possível pagar o bilhete de metrô com garrafa PET

Será que o Amazonas está preparado para seguir ideias inteligentes e entrar para o hall dos Estados Criativos? Lá em Pequim é possível pegar o metrô com uma garrafa PET. Uma maneira de reciclar e ajudar o meio ambiente.

Agora imagina se você obtivesse desconto na compra da passagem de ônibus através do depósito de garrafas PET  em uma máquina. Parece surreal ? Isso é o que Pequim vem oferecendo nos últimos meses para o seu metrô.

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Desde dezembro, o metrô da capital chinesa possui máquinas que dão desconto na passagem a cada garrafa PET inserida. Então é possível andar de graça no metrô? Não exatamente.

A máquina lê o código de barras da garrafa plástica, a fim de identificá-la. (Se você inserir qualquer outra coisa, a máquina cospe para fora.) Depois, ela é amassada a um terço do seu tamanho original, para ser enviada a uma central de processamento.

Em Pequim é possível pagar o bilhete de metrô com garrafa PET

Em Pequim é possível pagar o bilhete de metrô com garrafa PET

Então, dependendo da garrafa, o usuário recebe um desconto entre 0,05 e 0,10 yuan (2 a 4 centavos de real) no cartão do metrô. Como a passagem do metrô custa apenas 2 yuan (R$ 0,75), com transferências ilimitadas entre as linhas, é possível andar de graça ao depositar pelo menos 20 garrafas.

Mas não é tão simples quanto parece. Há apenas quatro máquinas que aceitam garrafas PET, localizadas nas estações Jinsong e Shaoyaoju de uma mesma linha de metrô – as outras 225 estações só aceitam dinheiro.

E o processo não é rápido: segundo o Global Times, a máquina às vezes não consegue ler o código de barras da garrafa (para determinar seu valor); quando consegue, ela demora até 30 segundos para amassar a garrafa; e ainda é preciso aguardar até que a máquina se conecte via 3G ao sistema do metrô para conceder o desconto.

Além disso, o valor oferecido pela máquina é metade do que se consegue em centros de reciclagem – e eles são muito comuns na China. Adam Minter, autor do livro Junkyard Planet, diz ao Guardian que trabalhar na reciclagem é a segunda maior profissão na China, e é muito fácil encontrar locais onde vender seu lixo.

Mesmo assim, parece que as máquinas deram certo: a Incom, empresa responsável por elas, diz ao China Daily que foram coletadas mais de 30.000 garrafas entre dezembro e maio deste ano. Um executivo da Incom diz ao Global Times que estas máquinas são apenas a primeira geração, e que serão melhoradas.

E o projeto é promissor: a empresa cogita oferecer outras formas de pagar pelas garrafas, incluindo crédito no Alipay (espécie de PayPal chinês) e desconto em refeitórios. Duas dessas máquinas também foram instaladas no aeroporto internacional de Pequim. No longo prazo, a ideia é levar mais 80 máquinas para universidades, escritórios, shoppings e comunidades. [Xinhua, China Daily, Global Times; h/t Guidu]

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Sobre Marcus Pessoa

Nascido em Manaus, sou designer e empreendedor, focado em cultura amazônica, comunicação digital, economia criativa, turismo e empreendedorismo.
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